Pessoas começarão a receber vacina da covid-19 apenas em 2021, diz OMS

Pessoas começarão a receber vacina da covid-19 apenas em 2021, diz OMS

Vacina de Oxford é uma das mais promissoras para combater o novo coronavírus, diz estudo

O Diretor-executivo da OMS (Organização Mundial de Saúde), Michael Ryan mostrou otimismo com os resultados preliminares das candidatas a vacinas para covid-19, mas também pediu realismo na expectativa sobre prazos e taxa de eficácia. Ele também insistiu na necessidade de que se mantenham e reforcem as medidas comprovadas para conter a disseminação do vírus.

“Sendo otimista, estamos acelerando o máximo possível, mas temos de garantir segurança, tomar toda precaução para ter resultado seguro. Mas, sendo realista, será na primeira parte do próximo ano até que comecemos a ver pessoas sendo vacinadas”, previu ele durante sessão de perguntas e respostas, ao lado da líder da resposta, ao lado da líder da resposta da OMS à pandemia, Maria Van Kerkhove.

Ryan disse que há notícias positivas na busca pelas vacinas, como o fato de que as candidatas que até agora chegaram à fase 1 dos testes foram aprovadas, mostrando que são seguras. Ele também elogiou o fato de que pessoas têm se candidatado para os testes. O diretor executivo da OMS lembrou que é preciso ter uma vacina segura e eficaz, mas também garantir escala na produção e distribuição. “Precisamos garantir justiça” na distribuição delas, ressaltou.

Vacina de Oxford

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, é segura e capaz de desenvolver anticorpos contra o novo coronavírus. É o que mostram os primeiros resultados do ensaio envolvendo cerca de 1.077 pessoas divulgados nesta segunda-feira (20), na renomada revista The Lancet.

De acordo com os dados, as pessoas que receberam a imunização —entre 23 de abril e 21 de maio, no Reino Unido— produziram anticorpos e glóbulos brancos para combater o vírus. A vacina não apresentou nenhum efeito colateral grave e provocou respostas imunes com anticorpos e células T.

A vacina é uma das mais promissoras para combater o novo coronavírus e está na terceira e última fase de estudos clínicos, quando é avaliada sua eficácia para imunizar seres humanos. Essa etapa acontece simultaneamente no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul —a vacina está sendo testada em 50 mil pessoas, incluindo 5.000 brasileiros (duas mil em São Paulo, duas mil na Bahia e mil no Rio de Janeiro).

Efeitos colaterais

O estudo aponta que o grupo que recebeu a vacina apresentou algumas reações locais e sistêmicas, como fadiga, dor muscular, febre e dor de cabeça —muitas das quais reduzidas pelo uso de paracetamol—, mas não foi registrado nenhum “evento colateral sério”. Fadiga e dor de cabeça, respectivamente, apareceram em 71% e 68% dos voluntários que receberam a vacina sem paracetamol, sendo os efeitos colaterais mais comuns.

Fonte: UOl

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